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Evite atritos com a sogra

Evite atritos com a sogra

Quem decide trocar alianças não ganha apenas um marido. Com ele vêm novos tios, sobrinhos, amigos e... a sogra. Amada e odiada por muitos, essa "mãe postiça" pode tornar a vida da nora um inferno ou um mar de rosas. Basta saber como lidar com ela.

Presente nas piadinhas de mau gosto, a sogra é tão importante que até ganhou um dia especial no calendário: 29 de abril. Na ficção, ela também ganhou espaço. A mais falada atualmente é a Ingrid, mãe dos gêmeos Jorge e Miguel na novela global "Viver a vida" que termina hoje. A personagem interpretada por Natália do Vale passou dos limites, na opinião da terapeuta Regina Vaz. "Toda mãe sonha com uma mulher para o filho. Isso é normal. Mas a Ingrid não está deixando o filho fazer suas próprias escolhas", comenta.

Regina explica que as relações entre nora e sogra são marcadas por atritos quando as duas cismam em disputar a o amor do amado. "A esposa quer mostrar que é melhor do que a mãe do parceiro e esta, por sua vez, não quer perder o filho. Essa é uma briga totalmente desnecessária. Amor entre mãe e filho é totalmente diferente de amor entre homem e mulher", diz. "Respeitando isso, os desentendimentos diminuiriam consideravelmente".

É isso que acontece com a Ana Beatriz, de 26 anos. A profissional do ramo imobiliário namora há três anos e afirma que não tem problemas com a mãe do rapaz. "Ela me trata muito bem e, se sabe que eu vou para a casa dela, prepara minha comida predileta", comenta. Para a moça, que desde o começo do namoro se baseou no diálogo para conhecer e conviver bem com a sogra, acredita que o segredo de uma boa relação com a "mãe postiça" é não competir. "Mãe é mãe. Tem que respeitar o espaço dela. Além disso, ela sabe que o coração do filho dela é dividido".

A farmacêutica Liliane, de 28 anos, aprendeu a lidar com a sogra logo cedo. Aos 15 anos, começou a namorar um rapaz de 16. Participavam de um grupo de jovens e tocavam na mesma banda da igreja. "Éramos praticamente duas crianças e, por isso, minha sogra sempre foi muito presente, prestativa, acolhedora e uma verdadeira mãe pra mim. Nunca tivemos problema algum de relacionamento", conta. "Foram seis anos e quatro meses de namoro".

Sem perder contato com a família do ex, Liliane começou a se relacionar com outro rapaz meses depois, aí já com 21 anos. "Fui muito bem recebida por minha nova sogra, mas não mantive um contato tão forte com ela como no meu primeiro relacionamento", explica a farmacêutica. Os dois namoraram cinco anos e, quando terminaram, a jovem reatou com o primeiro namorado. "Minha sogra me recebeu com o mesmo carinho de antes, se bobear até maior", comenta.

Liliane acha que os problemas com as sogras podem ser evitados que não se enxerga o relacionamento como uma competição: "Não tente provar quem é a melhor, nem queira tirá-lo de perto da mãe. Cada um tem um jeito, foi criado de maneiras e com hábitos diversos. Se penso diferente, procuro fazer as coisas do meu jeito na minha casa". E ressalta: "não se pode escolher e muito menos trocar de sogra. Então tente ser mais tolerante e paciente, para que todos construam um ambiente harmonioso e sem desentendimentos".

Para Renata Vaz, boa parte das brigas entre sogra e nora deixaria de existir se o homem saísse da sua zona de conforto e começasse a impor limites. "Quando o ‘fruto da discórdia’ não tem maturidade, deixa de se intrometer na guerra e não coloca cada mulher no seu lugar", comenta. Aquela tal política de que a mãe é minha e quem fala mal dela sou eu, precisa ser colocada em prática nessa situação. "Se a nora não gostou de algo que a sogra fez, o certo é ela comentar apenas com o marido, para que ele possa conversar com a mãe dele e impor os limites necessários".

Essa medida deixa claro mais uma vez que o diálogo entre o casal é a arma contra muitos desentendimentos. Se o casal não tem uma boa relação, uma boa abertura para conversa, a mulher se sente na obrigação de tomar a frente da discussão com a sogra, o que pode gerar mais e mais problemas. "O filho tem que ser a ponte entre as duas. Ele não pode ‘ficar no bem bom’. Isso só vai incentivar a disputa", diz Renata. Liliane concorda: "A conversa é muito importante, tanto entre você e a sogra, quanto entre você e o filho dela. Muitas vezes noras e genros não se dão bem com a ‘mãe postiça’ por culpa do próprio parceiro". E sugere: "Tente ver a sogra como aliada, pois assim como você, ela só quer o bem para o filho dela".

Mas vamos falar a verdade: às vezes o homem acaba atrapalhando a relação nora-sogra. Se ele chega e fala para a esposa: "Ai, amor, a minha mãe faria uma comida melhor do que essa" ou diz para a mãe: "Agora não tem mais bagunça. Minha mulher é bem organizada", só tende a perder pontos com isso. "Em vez de ser amado de forma saudável por duas mulheres, terá as duas disputando o amor dele", explica a terapeuta.

Outro ponto que deve ser deixado bem claro é: intimidade entre sogra e nora é bem diferente de falta de respeito. "Eu já vi sogra que toma as decisões no lar do filho, que muda os enfeites da mesa de lugar. Nora que faz a sogra de empregada. Não é assim. Cada um tem que assumir o seu lugar", explica. "Nora esperta é aquela que deixa a sogra caminhar. Se ela diz que o filhinho dela gosta do bife mal passado, pede para ela fazer, lhe mostrar como é. Desse modo você fica bem, não bate de frente. Se você falar que o seu bife é melhor do que o dela, ela vai rebater, dizer que ele só falava isso para lhe agradar e vai criar uma guerra."

Para evitar esse tipo de guerra, Maria da Costa se policia para ser uma sogra bem diferente. Faz de tudo para não se meter na vida do filho e da nora. "Sogra já tem aquele estereótipo de ser chata e entrona. Então evito me meter. Mas me mostro sempre à disposição, caso eles queiram me contar alguma coisa ou pedir opinião", explica. O casal tem um filho de dois anos que fica na escolinha de manhã e com a Dona Maria durante a tarde. "Como cuido dele, costumo me intrometer apenas na educação do menino. Mas evito impor soluções. Quando vejo algo errado, chego com jeitinho e converso." A nora Rosana agradece: "Nos das muito bem. Ela me respeita e sabe me ajudar sempre que preciso".


Para finalizar, Renata Vaz dá uma dica para quem tem medo da sogra que vai encontrar. "Dependendo das atitudes do filho, é possível saber como ela será. Um homem muito mimado, por exemplo, mostra que a mãe ainda o carrega na barra da saia. Poder ser um sintoma de imaturidade".

Por Juliana Falcão (MBPress)

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