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Madrastas - até que ponto interferir na educação dos enteados?

Até onde devese interferir na educação dos enteado

Foto: FreeDigitalPhotos http://bit.ly/JHVdLe

Na sociedade contemporânea, a composição da família tradicional deu lugar a um novo modelo, o de pais e mães, solteiros ou separados, com filhos, que formam novos núcleos familiares. Porém, outro desafio também aparece para quem entra numa relação onde já existem filhos: qual deve ser a participação das madrastas e padrastos na educação do enteado?

Nos contos de fadas, as madrastas são sempre personagens maldosos, que só querem o sofrimento dos enteados. Na realidade, madrastas e padrastos são pessoas que tentam se encaixar dentro de uma família já existente, muitas vezes, trazendo consigo também novos membros para o grupo.

Porém, não dá para fazer parte de uma família sem o envolvimento emocional, sem assumir responsabilidades. E é justamente isso que pode gerar conflitos. Nem sempre, os companheiros (as) estão dispostos a compartilhar da educação dos seus filhos; outros, já cobram participação, mas se ferem ao ver o outro brigando com a criança. Sem contar o ciúmes, tanto dos filhos, quanto da madrasta ou padrasto, que muitas vezes enxerga na criança, a antiga relação amorosa.

A questão divide opiniões. A servidora pública Roberta Nascimento (nome fictício) tem quatro enteados, três maiores de idade e um adolescente. Ela tenta não interferir muito na educação deles, pois o companheiro não é muito aberto às criticas.

"Prefiro não opinar muito na educação da menor, que é a que convive mais comigo. Às vezes até ela pede para eu falar com o pai dela sobre certas coisas, ou pedir algo, como deixá-la ir a um baile da escola, mas eu respondo que isso tem que ser resolvido entre ela, o pai e a mãe, porque não quero ser responsabilizada se acontecer algo que desaprovem só porque incentivei", comenta

Definitivamente, a relação entre madrasta/enteado/pais deve ser muito bem conversada, para que todos se sintam livres e aceitos e tenham um único objetivo, garantir o melhor convívio e educação para as crianças e adolescentes, que se sentem perdidos diante das novas famílias.

Para a jornalista Flávia Albuquerque, que está começando agora um relacionamento com um homem com filhos, uma boa forma de se relacionar com os enteados é se mostrando amiga, estando disposta a conversar, sem extrapolar os limites estabelecidos pelos pais. "Acho que uma maneira de ajudar é tentar mostrar, na medida do possível, que quem está ali não é a mãe, nem o pai, é um amigo, uma pessoa diferente que pode opinar diretamente, mas sem assumir a posição de pais, pois talvez isso dê uma conotação diferente."

Do outro lado da história, a servidora pública Flávia Ruas perdeu sua madrasta recentemente e lamenta muito, pois a relação das duas era mesmo maternal. Ela lembra que no começo, devido a pouca diferença de idade - ela tinha 6 anos e a madrasta 17, na época que casou com seu pai - houve muitos conflitos.


Com o passar dos anos, a relação foi amadurecendo e se fortificando no dia a dia familiar. "Ganhei uma companheira, uma pessoa que eu trocava informações, que me dava conselhos, que falava um monte de besteira, que ‘encobria’ meu namoro adolescente. Eu casei e ela estava presente, passei por muitas coisas boas e ruins e ela estava presente. Eu sinto que o que nós vivemos se transformou em amor de mãe, porque ela dizia às pessoas, que tinha dois filhos", relembra.

Por Carmem Sanches

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