Anticoncepcional masculino é adiado por ser similar ao feminino

Os riscos para ambos são de trombose, AVC, depressão entre outros. Saiba por que as mulheres podem tomar e os homens (aparentemente) não!
anticoncepcional masculino injetável

Nós já falamos aqui no VilaMulher sobre o polêmico anticoncepcional injetável masculino. Após quase oito anos de aplicações e análises periódicas, a principal conclusão é que, apesar da eficiência de 96%, compatível com a de métodos femininos, os efeitos colaterais ainda seriam severos demais para liberar a "pílula masculina". O artigo foi publicado no periódico científico Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism e mostra que até na indústria farmacêutica o machismo impera, visto que para as mulheres os efeitos são "liberados" e para os homens são praticamente "inadmissíveis".


O estudo envolveu 320 homens que tinham entre 18 e 45 anos e estavam em relações monogâmicas estáveis. Foram aplicadas injeções bimestrais de hormônios supressores da produção de espermatozóides, e nas primeiras 26 semanas os voluntários foram aconselhados a usar métodos alternativos conforme o número de células reprodutivas liberadas na ejaculação caísse para o nível aceitável de 1 milhão por mililitro (ml) de sêmen  — em um homem fértil, a taxa é quinze vezes maior.  

Entre os efeitos colaterais registrados estão variações bruscas na libido, maior tendência a desenvolver depressão (3%), dor excessiva no local da aplicação, acne e alterações de humor (3%). Oito dos 266 homens que completaram o estudo tiveram dificuldades para retomar a produção normal de espermatozóides até 52 semanas após interromper o uso. Só quatro engravidaram suas parceiras. 

Setenta e cinco por cento dos voluntários afirmaram que adotariam o método se ele estivesse disponível comercialmente, mas em 2011 o estudo foi interrompido com antecedência por órgãos fiscalizadores pelos riscos que ofereceria à saúde das cobaias. Antes disso, 20 dos participantes originais haviam deixado o experimento por não suportar efeitos colaterais, considerados moderados. 

anticoncepcional injetável

Mulheres usuárias de pílulas anticoncepcionais disponíveis no mercado tem 23% mais chances de tomar remédios para combater a depressão. No caso das pílulas de progestógeno, o risco sobre para 34%. Entre mulheres que têm entre 15 e 19 anos, a taxa sobre para incríveis 70%. Além disso, os riscos de trombose venosa profunda, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto do miocardio são todos comprovadamente mais altos. 

“Entre 20% e 30% das mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais sofrem de depressão e têm que tomar medicação para isso. Esse estudo foi interrompido após apenas 3% dos homens relatarem sintomas do problema. É chocante.”, afirmou Elisabeth Lloyd, professora da Universidade de Indiana (EUA) que não tinha envolvimento com o estudo, à rede americana CNN. "Os riscos de dano à fertilidade não são fatais como os que as mulheres encaram com seus métodos de controle de natalidade."

O estudo foi financiado pela Organização Mundial da Saúde, a OMS, e pela organização sem fins lucrativos CONRAD (em inglês, a sigla de "Pesquisa e Desenvolvimento de Contraceptivos"). As injeções foram fornecidas pela empresa farmacêutica Schering AG. 

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